Passaporte de Eliza Samudio
O Caso do Goleiro Bruno e Eliza Samudio: Uma Cronologia Pós-Condenação e Desdobramentos Atuais
O caso envolvendo o goleiro Bruno Fernandes de Souza e a modelo Eliza Samudio é um dos mais chocantes e midiáticos da história recente do Brasil.
Ocorrido em 2010, o crime resultou na condenação de Bruno por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e sequestro, marcando não apenas o fim de uma promissora carreira no futebol, mas também debates sobre justiça, reinserção social e feminicídio.
Desde a condenação em 2013, o caso passou por diversas reviravoltas, incluindo progressões de regime penitenciário, tentativas de retorno ao esporte, controvérsias familiares e financeiras, e, mais recentemente, a descoberta surpreendente de um passaporte de Eliza em Portugal.
Neste artigo, vamos falar sobre o passaporte de Eliza Samudio que foi encontrado em portugual.
Além disso, exploramos como tudo se desenrolou nos últimos anos, com base em fatos documentados, visando uma análise abrangente e atualizada até janeiro de 2026.
A Condenação e os Primeiros Anos na Prisão
Bruno Fernandes, então goleiro do Flamengo, foi preso em julho de 2010, suspeito de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio, sua ex-amante e mãe de seu filho Bruninho.
Eliza, uma jovem de 25 anos, havia desaparecido em junho daquele ano, após uma série de conflitos com Bruno, incluindo disputas pela paternidade da criança.
As investigações revelaram um enredo macabro: Eliza foi sequestrada, assassinada e seu corpo teria sido esquartejado e dado a cachorros, conforme depoimentos de envolvidos como Luiz Henrique Ferreira Romão (Macarrão) e Marcos Aparecido dos Santos (Bola).
O julgamento, realizado em Contagem (MG), culminou em março de 2013 com a condenação de Bruno a 22 anos e 3 meses de prisão em regime fechado.
Macarrão pegou 15 anos, e Bola, inicialmente absolvido, foi condenado em outro júri a 22 anos.
Nos anos seguintes, Bruno cumpriu pena em diversas unidades prisionais mineiras, como a Penitenciária Nelson Hungria e o Presídio de Contagem.
Ele recorreu várias vezes, alegando inocência e questionando provas.
Em 2014, assinou um contrato simbólico com o Montes Claros FC enquanto preso, mas não jogou.
Em fevereiro de 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu habeas corpus, liberando-o provisoriamente.
Durante esse curto período de liberdade, Bruno voltou ao futebol, assinando com o Boa Esporte, de Varginha (MG), onde atuou em cinco jogos.
No entanto, em abril de 2017, o STF revogou o habeas corpus, e ele retornou à prisão.
Essa fase foi marcada por polêmicas, com protestos de torcedores e patrocinadores contra sua contratação, destacando o debate sobre reinserção de condenados por crimes graves.
Em 2018, Bruno teve sua pena reduzida para 20 anos e 9 meses após recurso.
Ele continuou alegando inocência, participando de programas de TV e concedendo entrevistas, o que gerou críticas por supostamente minimizar o crime.
A família de Eliza, especialmente sua mãe Sônia Moura, que cuida de Bruninho, expressou revolta com essas aparições públicas.
O Regime Semiaberto e a Busca pela Reinserção
Um marco significativo ocorreu em julho de 2019, quando o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) autorizou a progressão para o regime semiaberto.
Nesse regime, Bruno poderia trabalhar durante o dia e retornar para dormir em casa ou em albergue, desde que cumprisse regras como monitoramento eletrônico e proibição de frequentar bares.
Ele deixou o presídio de Varginha em 19 de julho de 2019, instalando-se na cidade para trabalhar em uma loja de conveniência e treinar futebol.
Essa transição foi controversa: enquanto defensores argumentavam pela ressocialização, ativistas feministas e a família de Eliza criticavam a “brandura” da justiça.
No semiaberto, Bruno tentou retomar a carreira esportiva.
Em agosto de 2019, assinou com o Poços de Caldas FC, da terceira divisão mineira, mas o contrato foi rescindido devido a pressões públicas.
Em outubro de 2019, o Barbalha FC, do Ceará, anunciou sua contratação, mas aguardava liberação judicial.
A pandemia de COVID-19 em 2020 complicou planos, mas em setembro de 2020, ele jogou pelo Rio Branco-AC, marcando seu retorno oficial aos campos.
Em 2021, atuou pelo Atlético Carioca, e em 2022, foi dispensado do Futuro FC após apenas dois dias, devido a revolta local.
Em janeiro de 2023, Bruno obteve liberdade condicional, encerrando o semiaberto e permitindo maior mobilidade.
Desde então, ele reside em Arraial do Cabo (RJ), focando em projetos pessoais e esportivos.
Em dezembro de 2025, foi confirmado no Capixaba Sport Club, do Espírito Santo, para o Campeonato Estadual de 2026.
Essas contratações sempre geram debates éticos: clubes menores o contratam por visibilidade, mas enfrentam boicotes.
Times de Futebol Após o Ocorrido
Após o semiaberto, Bruno jogou por vários times, principalmente em divisões inferiores:
- Boa Esporte (2017): Cinco jogos durante a breve liberdade.
- Poços de Caldas FC (2019): Contrato rescindido sem jogos.
- Rio Branco-AC (2020): Estreia pós-prisão, com poucas partidas.
- Atlético Carioca (2021): Atuação em campeonatos regionais.
- Futuro FC (2022): Dispensado rapidamente.
- Capixaba SC (2025-2026): Atual clube, visando competições estaduais.
Essas passagens são curtas e polêmicas, com Bruno frequentemente criticado por declarações como “a gente mata os caras” em treinos, interpretadas como insensíveis.
Apesar disso, ele mantém fãs que o cercam em eventos, alegando crença em sua inocência.
Vida Sentimental e Familiar
Bruno é casado com Ingrid Calheiros desde 2011, com quem tem duas filhas.
O casal se conheceu durante sua prisão, e Ingrid o apoiou publicamente, inclusive em redes sociais.
Em 2024, Bruno expressou frustração com a vida financeira, mencionando viagens de Ingrid a Minas Gerais.
Ele tentou se aproximar de Bruninho, reconhecendo a paternidade em 2025 via DNA, mas foi bloqueado pela avó Sônia.
Bruninho, agora com 15 anos, vive com a avó em Mato Grosso do Sul, evitando contato com o pai.
A relação com a família de Eliza é tensa: Sônia denuncia ameaças e medo de retaliações, comparando possíveis ações de Bruno ao crime contra Eliza.
Em 2025, Bruno manifestou desejo de conhecer o filho, mas a iniciativa foi interrompida.
Situação Financeira Atual
Financeiramente, Bruno enfrenta dificuldades.
Após a prisão, perdeu contratos milionários com o Flamengo.
Em 2017, tentou reduzir a pensão de Bruninho (R$ 1.200 mensais), alegando falta de recursos, mas o pedido foi negado.
Desde 2022, Sônia acusa-o de não pagar a pensão, acumulando dívidas.
Em 2024, ele trabalhou como entregador de móveis no litoral do Rio de Janeiro e se tornou “coach de investimentos”, oferecendo cursos online, o que gerou memes e críticas.
Vídeos de 2025 mostram-no em uma vida modesta, longe do glamour do futebol.
Em julho de 2025, uma postagem no Facebook destacou questões sobre a pensão, reforçando as tensões financeiras.
O Passaporte de Eliza Samudio Encontrado em Portugal
Em dezembro de 2025, um brasileiro encontrou um passaporte antigo de Eliza em um apartamento alugado em Portugal, entre livros.
O documento, emitido em 2007, tem carimbo de entrada no país naquele ano, mas expirou e foi cancelado.
O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou sua autenticidade e o enviará à família.
A descoberta reacendeu especulações, com alguns internautas sugerindo que Eliza poderia estar viva, o que a família refuta veementemente, considerando lamentável e desrespeitoso.
Sônia enfatiza que Eliza não abandonaria o filho e que o atestado de óbito de 2010 é baseado em evidências como sangue encontrado no carro de Bruno.
Postagens recentes no X (antigo Twitter) mostram reações mistas, de piadas a indignação.
Conclusão: O Legado de um Crime Inacabado
Em 2026, Bruno, aos 41 anos, tenta reconstruir a vida no futebol com o Capixaba, mas o caso continua a assombrá-lo.
O crime de Eliza Samudio expõe falhas no sistema judiciário brasileiro, como a ausência de restos mortais e debates sobre penas para feminicídio.
A família de Eliza busca paz, enquanto Bruno alega inocência em entrevistas.
Esse episódio reforça a necessidade de justiça restaurativa e prevenção de violência contra mulheres.
Com mais de 15 anos, o caso permanece um alerta social, misturando esporte, crime e redenção questionável.



















